O que me levou a interessar-me pela história dos nossos hinários? Uma comissão de música sacra, formada por representantes dos Distritos Eclesiásticos da então Região Eclesiástica II, foi convocada para uma reunião na cidade de Itajai, SC, para o dia 1º de fevereiro de 1984, com o propósito de "estudar a filosofia, os objetivos e as tarefas do Departamento de Música Sacra" da IECLB. Tudo começou com esta reunião. Pois ali recebi a tarefa de relatar numa reunião futura sobre "Aspectos de Música Sacra nas Comunidades da IECLB", ou seja, um breve resumo histórico. Na época nem sabia por onde começar. Mas certo dia, folheando no livro "Brasilien und Wittenberg" de Ferdinand Schroeder, encontrei a nota: "Em Santa Maria do Mundo Novo, RS, o hinário da Baviera foi substituído pelo hinário de Berlim." Esta frase foi o toque inicial para começar a colecionar mais subsídios sobre os hinários usados na IECLB. Logo fui a procura dos dois hinários citados. E, além deles, encontrei vários outros hinários antigos do século 19. Com cada detalhe encontrado aumentou o interesse. Era como uma cachaça. Seguiram-se visitas a arquivos de municípios e de paróquias, e pesquisas em crônicas de comunidades evangélicas. As visitas aos membros da minha paróquia foram aproveitadas para sondar o que sabiam sobre hinários. Além disso começou uma vasta correspondência com pessoas que podiam contribuir algo sobre o tema. E finalmente, após alguns anos, tentei classificar os subsídios colecionados. |